AULA DE PINTURA EM NITERÓI

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7 de fevereiro de 2012

Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX –parte II



Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX –parte II

Manuel Correia da Silva – nasceu em Oliveira do Bairro, Portugal, em 1892. Concluiu seu curso superior em Angola, onde atuou como professor secundário, na cidade de Benguela. Destaca-se como um dos precursores das letras angolanas, participando como colaborador de Cultura (I), periódico artístico cultural, na década de 50. Principais obras: De longe (Versos d´Além-Mar) (1932); Cantares de Angola (1960).

FOCANDO (de avião)

Sereias do mar de Angola, mar luminoso,

tão lindo,

com reflexos de cristais

se a luz do sol se projecta

na água tranqüila

e quieta!

Sereias! – Que bem cantais

Daí-me tal inspiração que se traduza

em canção

sonora e não belicosa,

para cantar

a beleza,

as graças da natureza desta Angola portentosa!

Aves da selva africana, de feição

tão variada,

de plumagem multicor...

Ó lindas, canoras aves, cantando,

em coros suaves,

epitalâmios de amor!

Ó tardes mornas,

serenas,

como tardes de novenas, em que apetece rezar!

Tintas de cor que seduz, alagadinhas

de luz.

a cair por sobre o mar...

Ó voz da selva, entoando De Profundis

de saudades

dentro da mata sombria!

Ó murmúrio doce e brando, trazendo sons de Trindades

nas canções da ventania...

Ó rios de água de prata,

onde o luar se retrata, a diluir-se em brancura!

Ó campinas circundantes,

anharas tão verdejantes,

a dominar a planura...

Ó nuvens, lençóis franjados, de aspectos acastelados,

a limitar horizontes!

Ó trepadeiras bravias, a sair

das penedias.

pelas encostas dos montes...

Ó brisas,

a perpassar, em dúlcido sibilar,

que nos encanta e deleita!

O céu de anil, envolvente de graça surpreendente

desta Angola, Terra Eleita!

Desta Angola encantadora que nos fala,

a toda a hora,

das tradições do passado!

Bendita sejas, mil vezes, orgulho dos portugueses.

Salves, risonho Eldorado!

Antologia de Poesia Angolana, de Maria da Conceição.

27 de janeiro de 2012

Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX



Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX
uma abordagem teórica da questão – Carmen Lúcia Tindó Secco – UFRJ-CNPQ

POETAS E POEMAS SELECIONADOS

1. José da Silva Maia Ferreira nasceu em Benguela, Angola, no século XIX e morreu na mesma Angola no século XX. É um pioneiro da literatura angolana e colaborador do Almanach de Lembranças, publicado em Lisboa, em 1839. Obra publicada. Espontaneidades da minha alma / às senhoras africanas (1849).

À MINHA TERRA!
(No momento de avistá-la depois de uma viagem)
DEDICAÇÃO
Ao meu compatriota e Sr. Joaquim Luiz Bastos

De leite o mar – lá desponta
Entre as vagas sussurrando
A terra em que cismando
Vejo ao longe branquejar!
É baça e proeminente,
Tem d'África o sol ardente,
Que sobre a areia fervente
Vem-me a mente acalentar.

Debaixo do fogo intenso,
Onde só brilha formosa,
Sinto n'alma fervorosa
O desejo de a abraçar:
É a minha terra querida,
Toda d'alma, - toda – vida,
Qu'entre gozos foi fruída
Sem temores, nem pesar.

Bem vinda sejas ó terra,
Minha terra primorosa,
Despe as galas – que vaidosa
Ante mim queres mostrar:
Mesmo simples teus fulgores,
Os teus montes têm primores,
Que à vezes falham de amores
A quem os sabe adorar!

Navega, pois, meu madeiro
Nestas águas de' esmeraldas
Vae junto do monte às faldas
Nessas praias a brilhar!
Vae mirar a natureza,
Da minha terra a beleza,
Que é singella, e sem fereza
Nesses plainos d'alem mar!
De leite o mar, - eis desponta
Lá na extrema do horizonte,
Entre as vagas – alto monte
Da minha terra natal;
É pobre, - mas tão formosa
Em alcantis primorosa,

Quando brilha radiosa
No mundo não tem igual!
(Espontaneidades da minha terra. Às senhoras africanas, 1849)

21 de julho de 2011

4 de julho de 2011

CASA DA PANTERA


CASA DA PANTERA!

Por por Larissa Leotério

O realizador, que se declara um “tarado pela produção de cinema”, diz que seu objetivo é juntar gerações, que, segundo ele, é o grande problema do ocidente. “A juventude precisa criar referências, para entender que precisamos muito mais dos heróis que eles da gente.” E, ao citar a ‘Geração Delírio’, pontua que geração não é definida por idade, e sim por atuação no mundo: “Os caras estão fazendo acontecer também. O pop é possível com conteúdo. Sou ‘Casa da Pantera’ e ‘Geração Delírio’”. Fábio conta que vê a ‘Geração Delírio’ como o grande fruto da liberdade atual e do discurso contracultural, que não é pasteurizado, não está na mídia. E, então, resolve falar do simples, dessa entrevista surgida da conversa de botequim que “vale mais que ter um megafone nas mãos”. Conta que quer produzir cinema em pequena escala porque quer falar de local, não quer falar de mundo para poder falar para o mundo. Fábio Branco finaliza afirmando que o filme é a sua certidão de iguaçuano: “Não me sentiria iguaçuano enquanto não contasse a história daqui, exaltando a relação maravilhosa entre a boemia e a arte.”Ref:

http://geracaodelirio.wordpress.com/2010/10/19/casa-da-pantera/

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SmxhldYoDTI

10 de março de 2011

4 de janeiro de 2011

POESIA MARGINAL DOS ANOS 70 - PARTE V I

Ana Cristina Cesar – 1952 – 1983


Nascida no Rio de Janeiro e poeta dede a infância, Ana Cristina Cesar exerceu intensa atividade jornalística e editorial após licenciar em Letras, pela PUC-RIO, 1976. Mestre em Comunicação pela UFRJ, em 1979, passou alguns anos no exterior, com bolsa de estudos pela Rotary Foundation. Suicidou-se em 1983. Deixou: A Teus Pés... REF: Campedelli, Samira Youssef. Poesia Marginal dos Anos 70. Editora Scipione. São Paulo. 1995.

Psicografia

Também eu saio à revelia

e procuro uma síntese nas demoras

cato obsessões com fria têmpera e digo

do coração: não soube e digo

da palavra: não digo (não posso ainda acreditar

na vida) e demito o verso como quem acena

e vivo como quem despede a raiva de ter visto.

REFERÊNCIAS

NOTÍCIAS

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